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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Acompanhe a apresentação de Lady GaGa no iHeartRadio Music Festival

Scheiße e Judas



Bad Romance



Just Dance e LoveGame



Poker Face



Yoü and I



Stand By Me com o Sting


domingo, 25 de setembro de 2011

Lady Gaga tocará em piano inusitado

Gaga adora um exagero em suas performances.

Sua criatividade não conhece a palavra limites e prova disso é o piano que ilustra este post.

Esta foto foi publicada no twitter a pouco tempo e segundo sua descrição se trata do piano que a cantora usará em sua apresentação que acontecerá ainda hoje.

Aproveitando a temática e o conceito da capa de Born this Way, seu mais recente trabalho, Gaga tocará em um piano com formato de moto.

Ainda não sabemos onde será a apresentação da Mother Monster e nem qual música será tocada, mas ao que tudo indica as chances de ser You and I, seu atual single, são grandes.

Arrasa GAGA.
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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Símbolo de estilo e transformação, cantora se apresenta hoje no Rock in Rio

Rihanna: camaleônica! 

Símbolo de estilo e transformação, cantora se apresenta no Rock in Rio no próximo dia 23
 

Uma das celebridades mais camaleônicas da atualidade é a caribenha Robyn Rihanna Fenty ou, simplesmente, Rihanna. Especula-se que, desde 2005, a cantora trocou o estilo dos cabelos cerca de 40 vezes! Pois é. Haja saúde, dinheiro e criatividade!

Mas que a musa arrasa nos looks ninguém duvida. Seja com a meiguice da estreia, época de “If It's Lovin' That You Want”, ou com a sensualidade de “S&M”, Rihanna hoje é um ícone pop, símbolo de beleza, talento e estilo. 
Por isso, convidamos a hairstylist embaixadora internacional do BSG Club Sonia Lupin para analisar e comentar alguns dos visuais já usadas pela cantora. Inspire-se! 

Madonna gosta das Rosas

"Você não tem ideia de quantas noites eu perdi pensando em como te machuquei. Palavras não podem expressar como eu estou arrependida por ter causado tanta dor a você. Meu coração vai explodir de tristeza, eu preciso saber se você pode me perdoar. Se eu pudesse retirar o que eu disse, eu o faria. Mas não posso. Então, o que me resta? Resta apenas o fato de que eu ainda odeio hortênsias! E sempre vou odiar! Este é um país livre! Então fodam-se que eu gosto de rosas!!!! "


quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Rihanna divulga o primeiro single de seu novo álbum


Rihanna anunciou recentemente que seu novo álbum, sucessor do bem sucedido LOUD, será lançado ainda neste ano. A previsão é de que o lanlamento ocorra no dia 21 de novembro.

 O primeiro single, We Found Love, foi liberado nesta semana, após inúmeros posts de fãs da cantora no twitter que fizeram a tag com o título da música virar um dos assuntos mais comentados no microblog.

A faixa terá a participação do Dj britânico Calvin Harris. Confira:

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Fashion Films de Yoü and I

Conforme divulgado por Lady Gaga, o single Yoü and I teria mais cinco versões. Por enquanto a cantora já lançou três versões, que mostram um pouco mais dos personagens que ela interpreta em seu videoclipe. Confira os dois primeiros Fashion Films:

HAUS OF Ü feat. NYMPH


 HAUS OF Ü ft. BRIDE

Lady Gaga posta o terceiro Fashionm Film de Yoü and I

sábado, 17 de setembro de 2011

URSOUND HIGH ENERGY BEARS SÁBADO 17 DE SETEMBRO, A PARTIR DAS 23:30


Recarregue suas energias na edição extra de setembro da Ursound! Venha se divertir, dançar, rever e conhecer amigos na festa ursina mais divertida da cidade. 2 Pistas pra você dançar, bares e o novo Bar do Hotel com exibição de filmes, clipes + aquele espaço reservado e aconchegante pra você sentar, bater papo e se reunir com amigos.

... A maratona dos Ursos e seus admiradores já tem local e dia certo! Programe-se!!!

Pista Salvador Dali
(Flashback 70s, 80s e 90s... Pop, Hits ao House, Club House e Tribal House)
DJs:

VJ Edu Atlantis - Ursound
Abre a noite c/ o VJ Set ( vídeo clipes mixados) com o melhor do Flashback 70s, 80s e 90s

Marcos Freitas - Energia na Véia 97FM
Residente do programa de rádio "Energia na Véia" da 97.7FM traz o melhor das décadas passadas, disco, pop, new wave, flash house e o começo da dance music dos 90

Click - Ursound / Sonique / Vegas / Hot Hot
Se apresenta novamente na pista pista principal, trazendo um set exclusivo c/ hits atuais e música pop das décadas de 80, 90 e 00's.

Mauro Borges - Club 90 / Freedom On Board
Top DJ da cena gay, Mauro Borges apresenta seu set repleto de novidades da house, club house, hits e remixes atuais dos 90s.

Gustavo Vianna - Cantho / Clube A Lôca
Conhecido por sets energéticos e altamente dançantes, traz seu elogiado repertório musical com house music atual e suas principais vertentes.

J Hurricane - Ursound
Fechando a noite nosso produtor musical e DJ residente fecha a pista com seus remixes exclusivos e aquela sequência repleta de clássicos e novidades da house, club house e tribal house.


Pista Picasso
(Novidades do Pop, Rock, House, Disco, Electro, Mashups, Remixes e Clássicos)

DJs:

Daniel MS - Ursound
Abre a noite com noite c/ novidades do pop, indie, rock e eletrônicos e recebe DJs convidados especiais.

Paulo Fabbri - Special Set
Paulo Fabbri é DJ e pesquisador musical, já se apresentou em diversas festas em SP e fora do Brasil. Seus sets são movidos a base de house underground (soulful, deep, disco, funky) se alternando muito entre disco-house, nu-disco e tech-house.

Bispo - Ursound/ Sonique
Nosso residente apresenta um set exclusivo com o melhor da house, disco-house e clássicos da acid house.

Luca Lauri - Lions / Clube A Lôca
DJ e produtor musical do "No Porn", Luca traz seu mix refinado de house, disco-house, nu disco e electro.

Benjamin Ferreira - Ursound / Boogie-Caos / Poperô-Bar Netão / FreakChic - D-Edge
Nosso novo residente mistura clássicos da disco, house, italo, nu-disco, breaks, re-edits, electro garantindo uma mistura dançante de estilos.

Luis Depeche - Gang of 5
DJ e produtor musical do projeto "Suntrax", Luis é daqueles DJs enciclópedia ... conhece a fundo artistas, estilos, selos e vem mostrar sua elogiada pesquisa musical na nossa pista. Novidades do pop se alternam com house, disco, electro, re-edits, synths e clássicos obscuros dos 80.

Fim de noite tem aquela "jam" certeira de hits pra fechar a pistinha em grandioso estilo!

2 Pistas, Lounges, 4 Bares e novo espaço Bar do Hotel !

Preço $25
Mulheres $50
Promo especial os 20 Primeiros Daddys (acima dos 50 anos, não pagam entrada)

Fotos - Andres Costas
Host & Door - Marcus Lucon & Marrento
Produção: Daniel MS e Edu Atlantis


Ursound High Energy Bears
Sábado 17 de Setembro, 23h30
Bares Salvador Dali & Picasso Bar / Novo Bar do Hotel
R: João Adolfo, 126 Centro - São Paulo
htt://www.ursound.com.br

ONG promove 1ª União Homoafetiva Coletiva de Guarulhos

Será realizada neste sábado (17) a 1ª União Homoafetiva Coletiva de Guarulhos (Grande São Paulo). O evento promovido pela ONG Tecendo Sonhos, Organização Associativa em Defesa dos Direitos Humanos e Sociais, tem como objetivo comemorar a decisão do Supremo Tribunal Federal, de 05 de maio de 2011, que reconheceu a união homoafetiva como entidade familiar.

A 1ª Assinatura Coletiva de Contrato de União Estável Homoafetiva da cidade envolverá 30 casais e será realizada no Salão de Artes do Adamastor Centro (Avenida Monteiro Lobato, 734, Centro – Guarulhos/SP), das 18h às 22h. Mais informações pelo telefone 2404-1832.

Coleção Khelf Verão 2012

A Khelf, marca paulistana de jeanswear, apresenta sua campanha de Verão/12. Clicada pelo fotógrafo alemão Sacha Höchstetter, a imagens trazem os modelos Lucas Bernardini, Nathália Oliveira e Andressa Sacht, com beleza assinada pelo beauty artist Max Weber e styling de Gi Macedo. 

Rihanna está entre nós

Rihanna chegou esta semana ao Brasil para iniciar sua maratona de shows. A cantora se apresenta em São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, e ainda participa da abertura do Rock in Rio ao lado de Katy Perry, Shakira e Elton John.

Em sua turnê a cantora promove Loud, seu último trabalho lançado este ano, que já está no topo das paradas mundiais.

Rihanna mudou o rumo de seu trabalho drasticamente, se distanciando do clima depressivo e macabro do RATED R que apesar de hits como Rude Boy e Hard soava melancólico, influência dos problemas pessoais que Riri enfrentou na época.


A cantora superou o drama e agora volta com tudo, seu novo disco está mais alegre, ousado e pra cima.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Lolito

Lolito cruzou com Mário pela primeira vez dentro de um shopping. Um subia, o outro descia pelas escadas rolantes que uniam os pisos do templo de consumo imediato. Bastou um simples e rápido olhar para que a centelha da paixão fizesse morada em ambos os corações.
Mário, 34, tentou apagar rapidamente a imagem do adolescente encrespada em sua mente. Mas algo dentro dele insistia em confirmar que aquele encontro aparentemente casual ainda não havia chegado ao fim.

A camisa de vênus

Todos os dias, por volta das seis da tarde, Vênus deixa suas redes de lado e abandona por algumas horas seu casebre arrumadinho para exercitar as maravilhosas pernas e um corpo mais do que perfeito, perambulando na imensidão das areias fofas da famosa Ilha Comprida.

O traje de passeio é sempre o mesmo: um calção azul puído, ancestral, sem nada por baixo, e uma camisa preta onde se lê em letras brancas garrafais, na altura do peito largo, definido, esculpido:

XUPA's?

Ser ou não ser... esta É a questão!

Ainda hoje fico impressionado com certas pessoas que se escondem atrás de máscaras, afim de “protegerem” sua sexualidade.
O problema não está necessariamente em assumir-se perante a sociedade e sim de assumir-se para si mesmo!
Perde-se tanto tempo na vida tentando se esconder algo que na maioria das vezes é tão evidente. Cria-se tantas artimanhas para se evitar os famosos comentários em família, no trabalho ou na vida social.

#Univoslgbts: site promove tag em rede social e discute a homofobia

O Portal Bramar do Urso está promovendo a tag #univoslgbts no Twitter.

O objetivo do Bramar é chamar a atenção dos homossexuais para a questão da homofobia, que vem ganhando as manchetes dos jornais atualmente.


terça-feira, 13 de setembro de 2011

Imaginarium cria linha de produtos comemorativos de 20 anos de fundesign!


Camiseta, Porta Retratos e Canecas com estampa exclusiva para você comemorar também.

Tem gente que dá uma grande festa, tem gente que prefere um bolo entre os mais próximos, outros preferem assoprar velinhas no escritório de trabalho… A gente, bom… A gente prefere tudo junto e misturado! Uma grande festa com você de produtos comemorativos, pra todo mundo ganhar presente criativo! Afinal, já são 20 anos de produtos Imaginarium cheios de Fun Design.

Você já viu a nossa linha de produtos comemorativos de 20 anos da Loja Imaginarium? Tem camiseta pra ele e pra ela, tem caneca termossensível que muda de cor, porta-retrato interativo, onde você pode escrever pensamentos em post its coloridos pra você personalizar a sua imaginação. Todos os produtos com recados especiais, que lembram ainda mais o que a gente transmitiu nesses 20 anos, e vamos continuar transmitindo: diversão, imaginação e arte!

Completando 20 anos de história, a Imaginarium se consolida no mercado como pioneira e líder no mercado fundesign no Brasil. Para comemorar esse momento especial, a Imaginarium redesenhou sua marca e logotipo, proporcionando a ele movimento para acompanhar a evolução do mix de produtos e do comportamento da empresa.

A essência de toda a mudança da marca foi orientada pela irreverência, diversão, liberdade e emoção que a marca transmite. A estratégia da nova comunicação estabeleceu mudanças em todos os pontos de contato do consumidor com a marca. O desafio foi repensar uma marca relativamente jovem, com duas décadas de sucesso. O objetivo era evoluir no seu desenho e comportamento, potencializando as conexões emocionais já estabelecidas com consumidores e fãs.


Todos os conceitos criativos da marca surgem em um espaço moderno e arejado na Lagoa da Conceição, em Florianópolis, Santa Catarina, onde mais de 150 pessoas são responsáveis pela geração de idéias, criação de produtos e vitrines. A marca está presente em mais de 81 lojas e mais de 600 multimarcas em todo o Brasil.

www.imaginarium.com.br

Fashion’s Night Out 2011 acontece hoje em São Paulo


A noite de hoje (12) em São Paulo será agitada nos shoppings Cidade Jardim e Pátio Higienópolis. A partir das 18h, a edição brasileira do Fashion’s Night Out 2011 promove uma ação especial de compras com todo charme e glamour da Vogue Brasil, em parceria com a Mitsubishi Motors.

"Para a Vogue, contar com a presença de uma montadora como a Mitsubishi mostra que é possível combinar universos tão diferentes, mas que têm afinidade no estilo de vida, modernidade, vanguarda e glamour, conceitos presentes em ambas as marcas", disse Bianca Benoliel, diretora de Marketing da Condé Nast, organizadora do evento.

O Fashion’s Night Out contará com ações da Mitsubishi Motors durante toda a noite. Em ambos os shoppings, haverá a exposição do Pajero Dakar HPE no estacionamento VIP e distribuição de brindes aos visitantes.

O evento - O Fashion’s Night Out teve início em 2009 por meio de uma ideia da editora-chefe da Vogue América, Anna Wintour. No decorrer do ano, o evento passa por vários países, como Nova York, Alemanha, Austrália, China, Coréia do Sul, Espanha, França, Grécia, Índia, Itália, México, Portugal, Reino Unido, Rússia e Turquia, na tentativa de estimular o mercado da moda.

No Brasil, o projeto conta com o apoio das top models brasileiras Gisele Bündchen, Carol Trentini, Michelle Alves e Isabeli Fontana e terá a participação de grandes grifes promovendo ações especiais, como lançamento de coleções, desfiles e consultoria de personal stylists. Além de São Paulo, o evento passará também pelo Rio de Janeiro nesta terça-feira, 13 de setembro.

Serviço:

- Shopping Cidade Jardim:
Horário: 18h às 0h
Endereço: Av. Magalhães de Castro, 12.000 - São Paulo (SP)

- Shopping Pátio Higienópolis
Horário: 18 às 0h
Endereço: Av. Higienópolis, 618 - São Paulo (SP)

Capricho lança Especial da cantora Katy Perry

Edição conta tudo da trajetória da artista e da sua primeira vinda ao Brasil
 A Capricho aproveita a vinda da cantora Katy Perry pela primeira vez ao Brasil e lança um Especial sobre a artista no dia 16 de setembro. O material vai trazer tudo sobre a vida da diva pop e detalhes sobre os shows que ela fará por aqui: no Rock in Rio em 23 de setembro e na Chácara do Jockey em 25 de setembro.


Katy Perry é um grande sucesso entre as leitoras da revista, inspirando-as nos looks, penteados e maquiagem. Pensando nisso, o especial trará, além de detalhes da trajetória dela e do que vai acontecer nas apresentações, matérias falando sobre o estilo da cantora, maquiagem, cabelo e roupas que ela costuma usar. Destaque ainda para as músicas que chegaram ao topo das paradas no mundo todo.

A divulgação do Especial Katy Perry será feita em peças online nos sites da Editora Abril e da Capricho, além de matérias editoriais no site Capricho e redes sociais. A edição traz 96 páginas exclusivas sobre a diva pop.

Fonte: Assessoria de Imprensa

SMIRNOFF NIGHTLIFE EXCHANGE PROJECT™ 2011 CHEGA AO RIO DE JANEIRO

A balada mais internacional do mundo acontecerá na Melt, dia 17 de setembro 

SMIRNOFF NIGHTLIFE EXCHANGE PROJECT™ virá ainda mais ambicioso este ano.50 países celebrarão o melhor de suas vidas noturnas, simultaneamente, em novembro. SMIRNOFF® elaborou um calendário especial para os consumidores brasileiros antes da grande noite: o Rio de Janeiro será o cenário do evento que acontecerá no dia 17 de setembro. 

São Paulo e Belo Horizonte também receberão essas festas, que irão ocorrer nos lugares mais descolados das três cidades, 50 no total, para aquecer o público nos meses de setembro e outubro. Um dos locais escolhidos por SMIRNOFF® para estrear o projeto é a casa noturna Melt, localizada no Leblon. Situada em um dos bairros mais badalados, da cidade reconhecida como uma das mais belas do planeta, é um dos lugares mais visitados por turistas dos mais diferentes países. 

Para celebrar essa mistura de nacionalidades, a marca oferecerá a noite mais internacional do mundo. SMIRNOFF® fez um convite especial a hostels, universidades, centrais de intercâmbio e escolas de português para estrangeiros, recrutando a presença de todos os gringos, que ganharão entrada grátis na balada com a apresentação de seu passaporte. 

Os brasileiros também poderão participar da balada e esperar por performances inusitadas ao estilo Be There – experiências inesquecíveis – além de drinques típicos de outros países feitos com a vodca mais consumida do mundo. No dia 12 de novembro, ocorrerá a grande troca de experiências da vida noturna entre 50 países. 

São Paulo receberá elementos da noite de alguma cidade do mundo e enviará o melhor das baladas brasileiras para sua cidade-irmã, no maior projeto de baladas já realizado.

Hotel Pullman São Paulo recebe fotógrafo durante a edição do SP Photo Fest


Nova bandeira da rede Accor no Brasil apoia um dos circuitos mais importantes de fotografia da América Latina  

Na próxima sexta-feira, dia ’16 de setembro, o Hotel Pullman São Paulo Ibirapuera, primeiro representante da mais nova bandeira do grupo Accor no Brasil, receberá o fotógrafo norte-americano Stephen Shore, que vem ao Brasil pela primeira vez, em um happy hour no restaurante It, localizado no lobby do hotel.  

O encontro celebra o apoio do Hotel Pullman a um dos eventos mais importantes de fotografia da América Latina: o SP Photo Fest – Festival Internacional de Fotografia de São Paulo, que este ano traz ao Brasil um dos mais celebrados profissionais das últimas décadas. Entre os convidados para o encontro com o Shore estão os fotógrafos que brilham na fotográfica nacional, como Bob Wolfenson, J.R Duran, Daniel Klajmic e Christiano Mascaro, além de curadores, expositores, artistas e pessoas ligadas à arte. 

Durante este encontro, os presentes poderão falar um pouco com o artista sobre seu trabalho e se prepararem para o dia seguinte (17), quando Shore irá conduzir um workshop exclusivo para apenas 12 pessoas. 

Este evento acontecerá também no Hotel Pullman, das 10 às 17h.  

Serviço:
Happy Hour com Stephen Shore
Local: Restaurante It
Data: 16/09/2011
Horário: 19 horas
Endereço: Rua Joinville, 515 – Vila Mariana
Tel.: 55 11 5088-4045
E-mail: itrestaurant@accor.com.br

Under_line #41 apresenta: Rodrigo Campos, FreakLou e Bernardo Campos (RJ)

 A edição #41 da Under_line está incrível!!!

A noite começa com os residentes Monsters at Work. Suas produções deixam claras suas referências, onde destacam-se as baterias clássicas 909 e 808 que fazem base para seus baixos gordos e marcados. Suas tracks já foram lançadas por selos alemães, portugueses, ingleses e brasileiros, arrancando elogios de Laurent Garnier.

Conheça Moa Sipriano

Um pouco sobre minha vida, meus prazeres, meus objetivos e ideais. Um pouco da minha realidade e fragmentos daquilo que tenho a oferecer. Um pouco do que busco e do que espero de mim-eu-mesmo! 

Vamos lá!

Pessoalmente sou um cara muito simples, de fácil convívio. Sou um homem calmo, introspectivo, verdadeiro, sincero e objetivo ao extremo-extremo mesmo. Ser e agir assim me torna um cara muitas vezes não compreendido plenamente por quem se arrisca a perscrutar meu coração. Seja na Amizade, seja no Amor. Louco, né!

Considero-me um "bom ouvido" e um excelente companheiro de jornada, desde que ao meu lado caminhe alguém com as mesmas afinidades. Gosto de passar horas em conversas edificantes com pessoas interessantes que tenham conteúdo interior. Mas não suporto passar mais do que dois minutos ao lado de gente vazia e fútil. Muito papo furado me irrita. Paranoicos, neuróticos e 99% dos fumantes... também.

Defeitos? Tenho uma porção. Mas o pior deles com toda certeza é quando encerro a cara ao me deparar com algo que não me agrada ou insulta a minha inteligência, não importa em que situação eu me encontrar, seja na frente de qualquer tipo de ser. Simplesmente não consigo controlar, pois sou incapaz de ser falso, fingido ou dissimulado. 

Não suporto teorias e situações hipócritas. Somente fatos me interessam. Não perco tempo com quem não tem base para sustentar qualquer assunto sem um mínimo de experiência (vivência) naquilo que expõe. Imposições eu abomino. Exposições eu aprecio... e aprendo, e participo.

É fato que a humildade e a simplicidade de algumas pessoas me atraem. Gente cheia de frescura não tem vez comigo. Porém, confesso, uma pessoa tem que fazer muito esforço para conseguir me tirar do sério. Na verdade, basta que ela não seja uma anta de pijama com apenas um neurônio na cachola... pois... fora isso... bom, acho que quase nada mais me abala.

+ fotos de moa siprianoAh, sim, é fato: eu não suporto gente burra, aquele tipinho que não quer evoluir, mas se acha. Coloco essa categoria para escanteio em segundos, apenas com um olhar... inesquecível! Sou capaz de destruir um ignorante com um único olhar, uma única palavra. Não preciso de nada físico.

Adoro caminhar. Sou um andarilho incorrigível. É durante minhas longas caminhadas solitárias que consigo buscar inspiração para compor minhas histórias. 

Aprecio lugares tranquilos. Gosto da serra, do frio e do inverno. Tenho uma atração magnética-física-espiritual maluca pelo Rio Grande do Sul. Idolatro o povo gaúcho: sua cultura, tradição, hospitalidade, amizade incondicional, alegria de viver e, claro, o maravilhoso sotaque e o saudoso chimarrão!
Não sou materialista em excesso. Estou acostumado com uma vida simples. Sei viver no luxo ou no lixo. Pra mim-eu-mesmo tanto faz. Praticidade é o meu lema. Sou altamente adaptável a qualquer situação... em segundos.

+ fotos de moa siprianoSou doido por cachorros de grande porte tomba-latas, pela apple, pelo alphaville, pelo riverdance, por dança de rua, pelo darren hayes, pelo giovanni ribisi, pelo secret garden; pelo maravilhoso, divino e idolatrado scott lowell e também por ursos de pelúcia com cara de ursos de verdade. Ah, sim, claro... eu adoro F1.
 
Sou geminiano (com ascendente em Gêmeos - para quem se liga nessas tontices), tenho 42 anos. Nasci no 13 de junho em Jundiaí, uma próspera cidade do interior de São Paulo.

+ fotos de moa sipriano
Comecei a escrever roteiros, poesias, letras de músicas e outras bobiças aos 12 anos. Eu vivia anotando meus sonhos e minhas verdades em papéis soltos que foram se perdendo pelo caminho. Sempre (d)escrevi situações que de alguma maneira retratavam a homossexualidade masculina. Sou assumido sexualmente desde sempre. Foi a minha livre opção nessa e também em outras existências, acredite. Pelo que me consta, acho que sou gay há uns dois milênios, no mínimo!


Em 1988, após uma experiência pessoal abalante, resolvi desabafar através de uma autoterapia forçada, escrevendo durante uma fria madrugada uma carta para hans
Foi o primeiro conto.

+ fotos de moa siprianoEm 2004, fiquei totalmente surpreso com a polêmica, os comentários inflamados e a repercussão positiva junto aos leitores ao publicar meus primeiros artigos na Internet: Deus x Gays, Afeminado? Tô fora e Você é Ativo ou Passivo; além da série poltrona 47 (cinco contos que retratam as experiências sexuais de um rapaz dentro de um ônibus) e o conto treze homens e um destino (história que retrata de uma maneira polêmica as atitudes de um cara que ao saber que pode estar contaminado com o vírus da AIDS, durante num momento de revolta e irresponsabilidade total resolve se vingar e transar com treze homens em um único dia). 

Foi este incentivo inesperado que me levou a apostar no meu tipo de literatura. Desde então, jamais parei de escrever, procurando aprender e evoluir a cada dia tentando me tornar um excelente contador de histórias gays.

Em 2005, por causa do sucesso do conto Filipe, busquei inspiração para desenvolver o projeto 30 dias. A história de Jägger foi realmente escrita em tempo real, conforme as datas descritas no diário do personagem. Foi um desafio enorme escrever trinta capítulos em exatos trinta dias e postar um capítulo diário em meu site. E mesmo não tendo divulgado devidamente este projeto pessoal, a repercussão foi muito promissora.

Em 2007, após editar e ampliar este romance, resolvi disponibilizá-lo gratuitamente na íntegra em meu site oficial. Até hoje esse tem sido o meu carro-chefe e considero um dos meus melhores trabalhos.
Percebendo a boa receptividade do ebook 30 dias, acabei transformando praticamente toda minha produção literária neste formato, tonando-me assim pioneiro, senão o único escritor brasileiro assumido a divulgar e distribuir livros digitais gratuitos contendo literatura gay de qualidade.

Em 2008-2009, após mais de 120 mil downloads no Brasil de todos os meus títulos e por causa da grande quantidade de comentários incentivadores dos meus leitores, continuei me esforçando na produção constante e divulgação permanente de uma literatura "gay" brasileira de bom nível.

2010 marcou minha ascensão. Portugal descobre meus escritos. Enquanto isso, angario diariamente novos leitores em todas as partes do Brasil e do mundo e assim vou trilhando meu caminho com serenidade e muita competência.

2011 marca o "estouro" de popularidade e respeito. Entre setembro de 2010 e março de 2011, todos os meus títulos juntos ultrapassam a marca de um milhão e oitocentos mil downloads gratuitos, sendo que doze obras se destacam acima dos 130 mil "baixamentos" cada. Tudo graças ao apoio de pessoas que acreditam no meu trabalho e através da divulgação em FaceOrkuts da vida. 

+ fotos de moa siprianoSinto que agora falta pouco, muito pouco, para eu conquistar de vez um espaço cativo na mente, coração e alma do próprio universo. Eu vou deixar minha marca. Eu vou chegar lá!

A homossexualidade, o amor verdadeiro, os conflitos internos, a amizade e a espiritualidade entre iguais são temas recorrentes em meu trabalho literário. 


Espero que minhas histórias e verdades proporcionem a você momentos de agradável leitura e sincera reflexão.

Desejos sem traições, um homem sem amarras

Como se deu seu interesse pela literatura?

MOA SIPRIANO: Eu sempre digo que, se o ato de escrever não fizesse parte da minha trajetória evolutiva, eu seria um suicida em potencial. Se eu não encontrasse uma maneira de expor tudo o que sei, tudo o que vi, tudo o que aprendi, fatalmente a sra. Depressão tomaria conta da minha alma atribulada e eu me tornaria mais um fracassado na passagem por esse purgatório chamado Terra, como tantos outros covardes acomodados que não têm (ou não querem ter) capacidade de viver seus sonhos e realizar seus objetivos de vida.

O que levou você a escrever histórias eróticas? Sabe dizer que influências literárias permeiam sua obra?

MOA SIPRIANO: Toda arte é sensual e pode até ser erótica, porém deve ser provocativa. Senão, não teria sentido algum ser chamada de “arte”. Transcrevo o erotismo que há em mim, que faz parte da minha personalidade, com o intuito de abrir mentes e caminhos.

Foi por causa de Genet que acreditei ter capacidade de me transformar num bom contador de histórias passadas entre homens. Como Jean, sou um homem que escreve para homens, independente de suas opções ou anseios sexuais.

Percebo que minha literatura liberta os gays de suas amarras medonhas e, ao mesmo tempo, abre caminho para os simpatizantes, que encontram em meus textos maneiras de compreender a diversidade, ampliar a tolerância e aceitar o óbvio: no final de tudo, somos todos exatamente iguais, em sentimentos, dores e alegrias.

Sua linguagem é jocosa, com vocabulário amplo, mas estruturas simples. Isso reflete apenas seu jeito natural de falar? Ou há um propósito por trás desse estilo de escrita?

MOA SIPRIANO: Acredito que a maneira de expressar minhas tramas tem muito a ver com uma espécie de, digamos, sarcasmo diante das situações clicherianas das nossas vidas. Jamais tive a pretensão de “escrever certinho”; tornar-me um daqueles escritores aclamados pela crítica, mas chatetérrimos de serem consumidos enquanto produto literário e de entretenimento.

Minha escrita é homopop, direta, visual, debochada, simples no desenrolar dos fatos, mas esperta na exposição da Verdade. Escrever contos é um exercício fantástico de criação imediata. Adoro esse estilo, no qual consigo sintetizar momentos conflitantes (ou excitantes, como queiram) em palavras que não sufocam a memória e a inteligência dos leitores; pelo contrário, tudo é de fácil degustação e compreensão imediata.

Tento escrever de um jeito em que minhas palavras possam ser colocadas em prática no minuto seguinte à sua leitura. Essa é a minha missão.

Alguns de seus fãs parecem ter desejos sexuais pelo autor de sua obra, não apenas admirando sua literatura. Já pensou em realizar algum trabalho como modelo ou ator erótico, atendendo a esse público?

MOA SIPRIANO: Minhas fotos amadoras, onde exponho caras e bocas e pelos e olhares profundos, têm a intenção direta de chamar o leitor para os meus escritos. Tenho plena noção das minhas limitações enquanto um pseudo “modelo de beleza masculina”. Sei que não me encaixo (nem tenho vontade de) na galeria dos gostosos de corpo, mas vazios em cérebro e atitude.

Há um certo esforço para me cuidar e produzir imagens que exponham um homem misterioso, decidido, autêntico e real. Isso é algo que faz parte do meu marketing de guerrilha. Afinal, se eu não investir em mim-eu-mesmo, se eu não aparecer, quem vai dar bola para um artista isolado em um mundo paralelo? Um artista que não cavouca sua própria área e constrói seu próprio espaço de direito?

Não me considero um artista acomodado. Não quero apenas escrever livros, lançá-los e deixá-los mofando numa prateleira editorial qualquer. Sou um homem completo e estou sempre buscando caminhos para ampliar minha atuação no nicho de mercado em que me propus atuar.

Se para isso tenho que usar minha criatividade e capacidade para “aparecer” em fotos cada vez mais ousadas, ou talvez em filmes e até mesmo em qualquer outro tipo de manifestação artística, pode apostar que vou superar meus limites para cumprir a contento todos os meus objetivos, desde que, é claro, tudo esteja dentro da estética visual mais apurada (em imagens que tenham razão de ser) e que nada deturpe a qualidade dos meus escritos.

Resumindo: não preciso mostrar meu cacete de bom tamanho ou o buraco peludo do meu rabo delicioso para figurar na galeria do “mais do mesmo”. Há infinitas maneiras de polemizar e chamar a atenção para um propósito específico. E eu sou capaz de fazer isso... a todo instante, mesmo com parcos recursos ou praticamente sem nenhum apoio externo.

Já se envolveu com alguém que se aproximou de você por causa de sua obra?

MOA SIPRIANO: Não e sim. Muitos homens tentam uma aproximação mais direta ao ver minha galeria de fotos ou, o que é pior, confundem Autor e Criação. Escolado, tiro de letra essas situações, tentando na maioria das vezes - e com muita, muita paciência - explicar de um jeito civilizado e educado ao pretendente que os anseios e desejos do Moa Pessoa não se misturam com o que o Moa Artista expõe.

Mas, para quem tem a sensibilidade de “ler nas entrelinhas” e sabe como me abordar, sim, já houve uma ocasião que permiti envolver-me com um cara que soube equilibrar e equacionar os dois “Moas” de uma maneira harmoniosa e inteligente.

Qual é o segredo? Um homem tem que me conquistar primeiro através de atos inteligentes e jamais entrando de sola na minha vida mostrando pintos ou bundas enfeitados com trejeitos transviados. Se você não consegue me surpreender, você não serve para estar do meu lado. E com toda certeza vai passar bem longe da minha cama. Pessoas vazias me cansam... facilmente.

Sua literatura transcende o homoerotismo, lidando com diversos fetiches diferentes, tais como dominação/submissão, técnicas alternativas de masturbação, incesto e sexo grupal, entre outros. No entanto, sua obra, ainda que mencione diversas formas de fetichismo, não parece se focar nisso. Os fetiches parecem ser meros detalhes, ainda que muito ricos. O que você consideraria o cerne de sua obra?

MOA SIPRIANO: A provocação deve ser uma constante. É provocando meu leitor que consigo transmitir a ele o que deve ser revelado. Pesquiso muito (teoria e, algumas vezes, prática), utilizo as fantasias que todos nós cultivamos e transformo fetiches e desejos em situações práticas repletas de referências que possam ser implementadas na sua vida... para o seu bem estar e sua evolução enquanto pessoa.

Adoro brincar com a imaginação alheia. Adoro confundir meus fãs, principalmente aqueles que curtem procurar nos textos algo que tenha a ver comigo na vida real.

Além disso, sexo é e sempre será o assunto do momento, pouco importa os caminhos que utilizemos para expressar nosso lado mais íntimo e selvagem (ou puro e imaculado). Na verdade, o que busco quando descrevo fantasias sexuais é exatamente expor ao leitor que ele pode e deve viver em plenitude todos os seus anseios.

Porém, que tudo o que for feito na intimidade com outro homem seja algo que lhe faça muito bem em primeiro lugar, que o conduza ao êxtase, ao prazer inefável a que todos nós temos direito de degustar (mesmo quando cerceados pela hipocrisia religiosa, por exemplo).

Libertar o homem gay de tabus e preconceitos e outras bobagens impostas ao longo de séculos de ignorância é a essência de todo meu trabalho.

O que, nas suas histórias, corresponde a fetiches seus e o que se trata apenas de recursos narrativos? Que fetiches o Moa de fato tem? O que Moa Sipriano realmente curte? Tem algum fetiche que não figurou ainda em sua obra que você pratica ou gostaria de praticar?

MOA SIPRIANO: Sou um homem pleno na minha sexualidade. Adoro sexo bem feito. Sou bom de cama pra caralho (e não há um pingo de modéstia nesse sentido - afinal ou você é ou não é... simples assim). A intensidade com que descrevo certas passagens em meus textos tem muito a ver com o cara fogoso e criativo que me considero tanto na cama como fora dela.

A maioria das situações homoeróticas descritas em minhas histórias são fictícias, claro. Apenas “caço” informação sobre aquilo que o personagem tem que viver naquele instante e deixo minha imaginação rolar solta e faceira. Agora, a “energia” contida nas tais passagens, pode apostar, é “Moa” cem por cento!

Confesso que são poucas as fantasias que não realizei com meus homens ao longo da vida. Amores e amantes que insistiram em ficar no eterno “papai-papai”, na rotina, no roteiro mais do que batido não tiveram uma passagem tranquila ao meu lado. Aquela coisa do eu chupo, você me come, você goza ou você me chupa, eu te como, eu gozo e vamos dormir felizes para sempre - argh!, isso me enoja. Sexo para mim é muito mais do que isso. Sexo para mim não tem cartas marcadas, não segue padrões, não se prende a cartilhas mal rascunhadas. Sexo, para mim, é a explosão do toque certeiro, é a dor consentida e prazerosa, é a pegada viril entre dois caras, é o barato em ser homem e ser fêmea sem deixar de ser macho nem um segundo sequer.

Sobre algo que não realizei na intimidade com outro homem? Há certamente muita coisa ainda a ser feita (risos), mas devo confessar que minha única e talvez maior frustração é de não ter conhecido nenhum cara que saiba equilibrar amor intenso e sexo selvagem na mesma medida.

Por mais estranho que possa parecer, só consigo ser pleno com um homem quando há um mínimo de sentimento alicerçado. Sexo por sexo, hoje em dia, perdeu muito terreno do tesão que havia em mim. Foi-se o tempo das minhas diabruras carnais inconsequentes.

Eu quero e busco um único homem único, com muita lenha pra queimar, e que seja completo, selvagem, rústico, criativo, sem barreiras, submisso e dominador, tudo ao mesmo tempo... exatamente como eu sou.

Há quem fale em “literatura de banheiro”, pois existe, entre alguns, o costume de se ler ao defecar. Seus livros já foram tachados por alguns fãs (anônimos) como “literatura de banheiro”, mas por outro motivo: por ser “melhor que revista pornô, pra masturbação”. Um fã (também anônimo) disse que sua literatura é de alto nível e reduzi-la a pornografia é uma ofensa. Como você se posicionaria com relação a isso?

MOA SIPRIANO: Desde que decidi virar escritor, a primeira pesquisa de campo realizada foi percorrer um numero absurdo de sites de contos eróticos e ler uma caralhada de relatos do gênero.

Como tudo era exatamente a mesma coisa, isto é, uma infinidade de baboseiras de ilusórias transas perfeitas com homens perfeitos que simplesmente não existem, procurei desde então descrever cenas reais (que você ou eu já realizamos um dia) com doses cavalares do mais sensato e delicioso homoerotismo.

Descrevo todas as minhas transas fictícias como eu mesmo faria com meu homem. Minhas passagens eróticas são praticadas por homens que gostam de homens e não por indecisos ou “bambees” que se contentam apenas com aquela pegação sem fim, que nunca os conduz a lugar algum.

Há leitores que tacham minhas obras como pornografia explícita e barata. Eu não vejo sob esse prisma. Seja na fodaria com ou sem amor, tenho orgulho do sentido que dou aos atos sexuais presentes em minhas histórias. Meus homens sabem foder. Ou aprendem como se deve fazer tudo com o máximo de prazer e satisfação.

E muitos leitores seguem à risca os capítulos fantásticos da minha bíblia erótica inacabada. E são felizes e se realizam e se deliciam com as descobertas expostas nos meus textos sabrínicos.

Sua literatura é distribuída gratuitamente, sendo que você disponibiliza um meio de fãs depositarem contribuições financeiras a você segundo quiserem e/ou puderem, mas sem nada exigir. O que levou você a adotar essa forma de publicar? Por que não cobrar por cada download?

MOA SIPRIANO: Esta é uma resposta simples. Em primeiro lugar, como não sou uma celebridade e não tenho nenhum apadrinhamento que banque meus modestos projetos (onde está você, meu tão sonhado mecenas?), a maneira mais prática, direta e rápida de tornar conhecida a minha arte foi criando e postando - através do meu site oficial - todos os meus livros.

Libero tudo o que escrevo para download gratuito, porque só assim tenho chances reais de conquistar cada vez mais leitores e críticos do meu trabalho. Pelo menos até que chegue o momento ideal para se concretizar uma parceria de negócios com alguém ou alguma empresa que compreenda a dimensão daquilo que produzo.

Enquanto isso, num trabalho solitário, eu mesmo desenvolvo todo o planejamento da minha carreira. Não travar meus arquivos digitais ou cobrar um valor fixo pelas minhas obras foi o caminho que encontrei para expor todas as minhas ideias, textos e conceitos para um número infindável de pessoas do mundo inteiro, através da internet.

Além disso, tem sido importantíssimo o retorno que tenho de pessoas anônimas (na maioria das vezes) que consomem diariamente minha literatura homopop. São pessoas que não me conhecem, nunca me viram, não tem qualquer tipo de vínculo comigo e assim, ao menos, garantem a veracidade das opiniões “sem falsa babação” daquilo que escrevo. E no lado inovação da coisa, até hoje, após sete anos, continuo sendo o único escritor assumido a publicar (a quantidade de) literatura gay de qualidade em língua portuguesa em formato digital e livre pela internet.

É claro que seria muito bom se todos os leitores que gostassem dos meus livros colaborassem no lado financeiro. Há poucos que contribuem - e são poucos mesmo! -, e os valores depositados em minha conta servem ao menos para manter meu site no ar. E isso, pra mim, é o mais importante.

Qual a sua opinião sobre o livro digital? Acredita que o livro impresso pode desaparecer?

MOA SIPRIANO: Jamais. Não há como o livro impresso, um dia, deixar de fazer parte de nossas vidas. Acredito que seja o único tipo de mídia que não corre o risco de cair no esquecimento, independente dos avanços da ciência e da tecnologia de entretenimento.

Encaro a revolução digital como algo benéfico e irrefreável. Há uma facilidade espantosa e de pleno acesso a quem queira expor suas ideias através da Grande Rede. Na verdade, a tecnologia nos proporciona o máximo de democracia da informação, por mais que muitos de nós ainda estejam fadados ao esquecimento digital.

Ebooks são a nova onda (está aí o iPad que não me deixa mentir) e muitos escritores têm finalmente a chance fantástica de publicar seus trabalhos, não importa se serão aceitos por uma editora convencional ou não... o que importa é fazer tudo o que estiver ao seu alcance para divulgar sua obra para o máximo de pessoas possível.

O que tem a dizer com relação ao modo como as editoras selecionam autores/obras a publicar?

MOA SIPRIANO: Muitas são ridículas e arcaicas. A maioria esmagadora das editoras segue um processo retrógrado de seleção de boas obras. Ok, concordo em plenitude que grande parte do que chega à porta de uma editora é realmente lixo cultural.

Mas, na era da celebridade instantânea, muita coisa bosta é publicada e grandes (ou pelo menos promissores e rentáveis) autores continuam no limbo por causa da incapacidade de certos editores e redatores em captar bons produtos literários que possam unir qualidade na escrita (boas histórias) com excelente retorno do investimento.

Eu fico pasmo, após ter sido baixado mais de 280 mil vezes - isso apenas divulgando minhas obras em sites de relacionamento - e de ter enviado meus originais para empresas cujas linhas editoriais meu trabalho segue, raramente ter tido uma linha sequer de reconhecimento, ou melhor, de ter que ouvir elogios rasgados ao meu estilo-qualidade-quantidade-etc e, na hora do vamuvê, as negociações simplesmente empacavam por pura falta de conhecimento de mercado da outra parte. Resumindo: falta completa de profissionalismo.

O que mais me deixa puto é ser ignorado por editoras que se dizem “simpatizantes” da causa gay (afinal, não deixo de ser um militante) ou que trabalham especificamente para o público gay (e eu sou o que, linda?!) e nem sequer sabem que eu existo (na verdade, sabem muito sobre mim, mas não têm capacidade de avaliar meu trabalho ou de me adequar às suas regras ridículas, provincianas e - agora grite! - preconceituosas.

Deixo claro que nada tem a ver ser gay e escrever coisas gays (como muitos acham) no que se refere ao conceito das minhas obras. Afinal, boa literatura, boa arte não têm sexo! Mesmo utilizando o medonho rótulo de “literatura gay”, isso é feito apenas a título de chamariz para leitores indecisos que não encontram facilmente obras do gênero dando sopa por aí. Enfim, o mercado glsbtrstuvxz (também abomino essa sopa de letrinhas) está escancarado e só não aproveita (empresários, onde estão vocês?) o momento quem não quer. Eu estou fazendo - e muito bem feita! - a minha parte!

Você acha que sua literatura seria mais aceita fora do país? Já pensou em publicar no exterior, em outros idiomas?

MOA SIPRIANO: Já fiz algumas tentativas, principalmente em Portugal (o terceiro país que mais consome minhas obras, atrás de Brasil e Japão), por causa da língua. Sei que alguns dos meus textos foram traduzidos por fãs e circulam pela internet em inglês, espanhol e francês.

Eu só não verto minhas obras - pelo menos as mais famosas - para outras línguas, bem como transpor meu site para algo mais internacional por um único motivo: a falta de recursos para bancar profissionais que pudessem adaptar, junto comigo, muitas de minhas obras.

Mas isso é algo que faz parte de um planejamento a médio prazo. Minha literatura é universal.

Suas histórias parecem acontecer normalmente em locais fictícios, ainda que sejam semelhantes a locais possivelmente reais. Alguma razão específica para isso? Por que não simplesmente usar locais reais?

MOA SIPRIANO: Muitas das minhas histórias acontecem no interior de uma ilha fictícia, chamada Lovland. Não há um motivo explícito para isso. Apenas idealizei esse local e fui aprimorando os enredos tendo como pano de fundo essa ilha. Mas também há romances que foram delineados em locais reais.

Posso citar 30 dias, cuja trama acontece em três cidades reais: Curitiba (PR), Jundiaí (SP) e Ilha Comprida (SP).
E por falar em Ilha Comprida, essa foi uma localidade onde vivi por quatro anos (2005-2009). Então, acredito que talvez por acomodação ou mesmo por causa do isolamento voluntário, tudo conspirou para fazer com que o uso da ilha real servisse como alicerce da minha ilha da fantasia.

Um fato que me intriga até hoje é que muita coisa que imaginei para Lovland (trocentos anos atrás), acabou se concretizando quando fui morar em Ilha Comprida: lugares, situações, pessoas, etc. E isso acabou mexendo comigo, no processo criativo, onde o fascínio pelas coincidências me impulsionou a criar cada vez mais histórias baseadas em uma ilha. Mas isso tende a se modificar.

Muitos dos meus novos trabalhos têm como pano de fundo locais reais: cidades pelas quais sou apaixonado ou que, de certa maneira, me proporcionaram momentos marcantes, bons ou ruins.

Já disfarçou uma história real de fictícia mudando apenas os nomes? O que acha dessa prática?

MOA SIPRIANO: Não adianta. Não há como escrever algo que não tenha ao menos uma centelha de realidade, de algo intrínseco ao autor. Por exemplo: Hans, meu primeiro conto, é totalmente baseado numa história real vivida por mim. Apenas os nomes e a localidade foram trocadas, porém mantendo exatamente os fatos como de fato aconteceram.

O mesmo se dá em O Sertanejo, Carta para um Amor Perdido, Revelações, Chico, O Advogado, O Clube dos Ursos, Colossus, etc. São experiências do autor travestidas em ficção, onde apenas alguns elementos romanescos deram brilho à narrativa, nada mais. Não tenho censura, nem um pingo de vergonha em expor algo que realmente vivi, desde que o motivo que me levou a explorar a porra da história traga algo de bom e proveitoso junto ao leitor. Senão, nada feito... vai na imaginação mesmo!

O problema é aguentar algumas reclamações, ameaças ou medos infundados daqueles que não queriam ser “revelados”... que o diga o personagem de O Sertanejo (risos), que me odeia até hoje (risos duplos).

Algumas de suas histórias trazem fetiches altamente tabus, como o incesto, por exemplo. Já ouviu relatos de fãs dizendo ter vivido situações semelhantes às de suas histórias? Que experiências você tem ou teve com incesto, sadomasoquismo e outras formas de fetichismo?

MOA SIPRIANO: Muitos relatos de leitores servem como base das minhas histórias mais polêmicas. Meus livros que tratam sobre incesto: Meu pai, meu homem e Meu filho, meu amante são baseados nesses relatos. Em se tratando de mim-eu-mesmo, não posso dizer que vivi na prática algo do gênero, mas devo confessar que o primeiro homem que marcou a descoberta da minha sexualidade - mesmo sem eu ter noção disso - foi o meu pai.

Na verdade, eu nunca o vi como pai e sim como homem e o desabrochar dos meus instintos sexuais se deram imaginando esse homem como sendo uma só carne unida ao meu corpo. Aos 8, 9 anos, tudo se resumia a imagens difusas, sensações confusas por algo adormecido no meu interior que mexia muito comigo. Por que eu gostava de homens? Por que eu desejava, sei lá como - na cabecinha de uma criança - aquele homem? Estranho? Nem tanto.

Quando criança, apesar da pouquíssima convivência paterna (meus pais se separaram quando eu tinha apenas 12 anos incompletos), todas as horas vividas com meu pai foram instantes de pura contemplação. Mesmo sem entender o que eu sentia, minha admiração pelo homem que ele demonstrava ser beirava o absurdo: para mim, ele era o mais belo exemplar de macho, o mais viril, o corpo mais perfeito, os divinos pelos negros a cobrir sua pele alva, o volume do belo sexo que intrigava meus instintos, durante nossos ingênuos banhos pai-e-filho; enfim, ele era o mais tudo!

Sua inteligência - meu grande fraco até hoje quando conheço um cara - e forma de ver e encarar a vida projetaram em mim o homem que eu queria ser, ou melhor, ter ao meu lado quando eu virasse um adulto. É evidente que tudo caiu por terra quando fiquei mais velho. As fantasias de criança se dissiparam quando vim a descobrir a ausência do homem que deveria ter sido pai... e nunca foi.

Aos 14 anos, quando assumi minha homossexualidade para mim-eu-mesmo, traços paternos (do pai que não fora pai) ainda se faziam presentes nas primeiras transas, nos primeiros namoricos: os primeiros homens da minha vida sexual eram bem mais velhos do que eu e isso tornou-se uma constante até meus trinta e poucos anos. E antes que um idiota de plantão cometa o absurdo de afirmar que virei gay por causa dessa fixação ou ausência paterna, saiba que isso nada tem a ver com aquilo que optei (e tenho que) ser: um homem pleno que adora outro homem pleno, onde o amor ou o sexo resultante dessa união em nada difere dos padrões estabelecidos por qualquer sociedade, em qualquer época.

Amor, definitivamente, não tem sexo. Deus é a prova maior disso! É Ele a prova irrefutável de que optar em ser macho-fêmea ao mesmo tempo é algo... divino!

Laços & Botas, meu primeiro livro explícito sobre bondage (há passagens do gênero também em “30 dias”), foi parcialmente baseado na minha única experiência referente a amarrações, velas acesas, fitas adesivas, cordas, atos de dor moderada (jamais algo violento, tudo devidamente controlado e feito de comum acordo), dominação e submissão que tive com um cara da minha cidade.

Juntos, “experimentamos” tudo o que nosso senso de fantasia nos permitia. Buscamos os limites de cada um, no prazer e nos mistérios descobertos que abalavam nosso lado psicológico. Em outras palavras, viajamos em planos paralelos (sem drogas, apenas sexo e, algumas vezes, muita cerveja) e nos permitimos testar, vivenciar aquilo que sabíamos na teoria, nada na prática.

Ser submisso, amarrado, “queimado” com parafina por um cara que ao mesmo tempo me cobria de amor, de dor e de prazer é algo indescritível. Ao som de Prodigy e Orbital no talo, embalado por trocentas latas de Skol (e as vezes sem um pingo de álcool no sangue), meu lado dominador aflorou com uma força que eu nunca imaginava possuir dentro de mim-eu-mesmo; foder um homem amarrado, imobilizado, silencioso, totalmente submisso aos meus caprichos e à fúria do meu sexo, da minha língua insana e das minhas inesquecíveis mordidas em suas costas e em sua bunda magra... foi algo muiitttoo lôco!

Por outro lado, ser dominado, me submeter aos caprichos do meu “macho” e dar o máximo de prazer ao meu companheiro de outrora, de fodaria intensa, pude me entregar por completo, sem pudor, todo o medo infundado caiu por terra, junto com meu suor e minha porra... foi assim que tudo aconteceu. Foi algo mágico, transcendental...

Foi assim que tudo ficou na saudade. Confesso que tudo o que vivi nesse sentido me proporcionou uma série de experiências muito bem aproveitadas na construção de minhas histórias de sucesso.

Você considera suas histórias sexualmente instrutivas também? Ou essa noção não meramente prazerosa lhe seria incômoda?

MOA SIPRIANO: Sim, minhas histórias, definitivamente, são uma aula do bom sexo entre machos e da correta iniciativa de tudo. Há sempre uma moral, uma pergunta que deixo no ar em praticamente todos os meus textos: Vale a pena?

Se o leitor souber captar a essência do que exponho, ele terá a resposta nos minutos seguintes, após baixar a emoção, daquilo que ele acabou de ler. Por mais filhadaputamente que seja uma passagem qualquer de uma história que contenha cenas de sexo, há sempre um motivo muito específico de porque o personagem passou por aquela situação.

Meus textos visuais são bem amarrados. A todo momento fico martelando na cabeça do leitor: Vale a pena? Vale a pena? E a resposta eu mesmo dou agora: Sim, tudo vale a pena ser vivido, desde que você esteja preparado para encarar o desafio. Quer trepar com 30 caras numa só noite? Vale a pena, se você tiver estrutura para encarar e souber preservar seu corpo e sua mente sãos.

Quer encontrar um grande amor baseado no que acabou de ler naquela história melacueca momodiana? Sim, vale a pena seguir as regrinhas expostas, desde que você se ame em primeiro lugar e esteja preparado para compartilhar esse amor com o outro lado.

Eu sempre escrevo sobre o óbvio. Relato com sinceridade tudo aquilo que o gay tem vontade de ser e fazer na cama e na vida. Tento mostrar caminhos para a Felicidade. Eu exponho tudo, jamais imponho nada. Essa é a regra do meu jogo.

Muitas vezes, produtos são mencionados com suas marcas/fabricantes em suas histórias. Em vez de “computador” ou “notebook”, você diz “um Mac”, “um HP”. Em vez de “achocolatado”, diz “Nescau”. Especifica “leite Ninho”, em vez de simplesmente dizer “leite” ou “leite em pó”. Busca ou recebe algum patrocínio por isto? Qual o motivo para buscar revelar as marcas dos produtos?

MOA SIPRIANO: Menciono produtos que eu gosto, uso, admiro, consumo. Usar marcas dá mais veracidade à narrativa, no meu modo de encarar as coisas. Quando cito determinada empresa/produto, o faço por extremo prazer ou devoção à marca. Nada além disso.

Claro, não sou hipócrita. Se um dia uma empresa citada achar que meu produto é um bom produto de veiculação da sua marca, que problema há em se ganhar uns trocos?

Eu imprimo todos os meus textos numa HP, adoro leite Ninho, não vivo sem Nescau, devoro a Folha e todos os meus livros estão em processo de conversão para serem lidos no iPad (risos). Ah, claro, o xampu que eu uso para os meus cabelos (do saco) e os meus pelos ficarem macios, cheirosos e deliciosos ao toque das mãos másculas alheias é ... (melhor parar por aqui! - ah ah ah!)

Você é considerado e parece se considerar um “urso”. O protagonista central de suas histórias parece ser, na maioria das vezes, um “urso”, mas geralmente com alguma indicação de que esse protagonista não é você e as fotos das capas de seu livros não parecem usar jamais uma foto sua nelas, embora seu site exiba fotos suas. A que se deve o fato de o protagonista de suas histórias fictícias ter aspectos semelhantes ao do escritor? O que há por trás dessa técnica?

MOA SIPRIANO: Acho um barato a utilização de rótulos. Encarnei o “urso” em minhas fotos pelo simples fato de aceitar que meus pelos chamam a atenção do meu “público”. Como sei que não me enquadro no padrão ideal de um homem esteticamente perfeito, pelo menos não nos moldes estereotipados, minhas armas têm sido expor pelos e olhares para angariar mais admiradores à minha arte.

Quanto ao protagonista central, sim, a maioria são homens viris, peludos, decididos e assumidos. Como faço questão de confirmar, eu sou um homem que escreve para homens. E as semelhanças realmente batem: eu detenho as qualidades referentes aos homens que crio para levar uma história adiante.

Não é só técnica. Acredito que seja mais um estilo mesmo. A transparência nos meus relatos e a maneira como encaro a vida são muito palpáveis.

Você pretende ter outra atividade profissional além de escritor no futuro?

MOA SIPRIANO: Hoje, escrever é a essência da minha vida enquanto artista. Mas no futuro, dentro de poucos anos, quero me tornar um artista completo. Nunca me vi como um cara que escreve bem e tem seus livros publicados mofando numa estante qualquer. Eu sou (e quero) mais do que isso. Tudo o que produzo é pensado e direcionado para se transformar em qualquer manifestação artística: filmes, peças teatrais, performances, livros, multimídia, etc.

Em breve, quero voltar a filmar e dirigir meus próprios curtas-metragens, por exemplo. Além disso, quero me aperfeiçoar nas produções fotográficas; ainda há muito a ser explorado e eu tenho muita coisa para mostrar visualmente, sequências inusitadas que complementarão as ideias dos meus textos. Estou preparando meu corpo e minha mente para isso. Na arte, ainda vou polemizar horrores como nunca foi visto na história desse país (risos).

Sua escrita, ainda que homoerótica, não parece enaltecer a chamada “comunidade gay”. Qual o seu posicionamento no que se refere as máximas “homoerotismo” e “comunidade gay”?

MOA SIPRIANO: Se fazer parte de uma comunidade gay é sair por ai lôca pra dar pra qualquer um caçado no meio de uma Parada TecnoCarnavalesca Pirlimpimpante, tô fora; isso não faz parte da minha natureza.

Se homoerotismo é o velho “tamanho de pau”, “o jardineiro gostoso”, “minha primeira foda com o vizinho” e outras tranqueiras que não excitam em nada e soam hiper falsas, também não é nisso que minha obra se encaixa.

Meu conceito de “comunidade gay” é baseado na união de pessoas que decidem assumir, em primeiro lugar, para si mesmo aquilo que são e, em seguida, ajudar todos aqueles que - por ignorância ou incapacidade - não conseguem viver em plenitude algo que é natural e deve ser encarado como tal.

Acredito que o que eu exponho hoje através da literatura tem tudo a ver com o lado “assistencial” no que tange ao apoio que presto a milhares de gays e simpatizantes que encontram nas minhas palavras, nas minhas experiências de VIDAS, na minha vivência sexual todas as ferramentas necessárias para se conviver feliz e em paz consigo mesmo.

Meu homoerotismo abre caminhos e desperta muito mais do que tesão enrustido: eu sempre entrego todas as chaves que abrem as portas da realização plena dos prazeres que você têm o direito de experimentar do seu jeito, no seu tempo, com quem você quiser.

Alguns de seus personagens parecem levar uma vida dupla, buscando disfarçar seus desejos homoeróticos perante a família e outros, mas realizando tais desejos avidamente às escondidas. O que você pensa sobre “sair (ou não) do armário”? Considera isso estritamente necessário?

MOA SIPRIANO: Você precisa ter consciência do que você é (e sente, e quer) para viver bem consigo mesmo. Isso vale para tudo na vida. Na minha opinião, a energia que se gasta para esconder sua homossexualidade, as mentiras, os encontros secretos, enfim, toda a farsa que você tem que encenar muitas vezes por uma existência inteira... definitivamente nada disso vale a pena. Uma hora ou outra, você tem que tomar uma decisão: encarar de frente o que se é ou viver uma mentira eterna, onde há o bônus do sofrimento embutido.

O que vale a pena de verdade?

Eu sou um homem que descobriu em tenra (e ingênua) idade ser homossexual. E jamais, nunca, nunca mesmo, tive qualquer problema em encarar esse detalhe de frente. Assumi o que eu sou tanto para mim, quando perante as pessoas que cruzaram meu caminho.

Ser um homossexual pleno (no que se refere à aceitação pessoal) me tornou um homem forte e decidido. Nunca permiti ser objeto de chacota diante de ninguém. Sempre usei da sinceridade e do diálogo franco e direto para mostrar a todos que eu sou um ser humano idêntico a qualquer um; que eu tenho dores e alegrias e sonhos e ilusões e anseios exatamente como você, o Papa ou o Barbapapa.

Expor respeito impõe respeito.

Sendo assim, aprendi como ensinar as pessoas a serem mais tolerantes, mostrando a elas que, no final de tudo, todos somos realmente iguais! O gay que se apega ao ridículo de achar que somos “pecadores", “aberrações", “doentes" e outras tontices que não se sustentam por si só, infelizmente está fadado a viver na mais profunda dor e solidão.

Por tudo que relatei e por mais uma série de motivos é que, em meus textos, mostro claramente ao leitor os problemas que os “enrustidos" tendem a enfrentar. E mais uma vez deixo a pergunta no ar: Vale a pena... sofrer por ignorância?

Afinal, para sair do armário, basta abrir a porta. É só você querer. É só você se dar A Chance. Simples assim.

Suas histórias parecem nem sempre buscar o romantismo ou a monogamia, embora esse desejo esteja em algumas. Você acredita que a monogamia não é para todos?

MOA SIPRIANO: O homem (não sei nada sobre mulheres) é um bicho filho da puta e pronto. Sexo sempre foi e sempre será primordial numa relação, seja ela gay ou não. Esse papo de que “sexo é apenas um complemento...” é a mais pura retardadice. Isso, definitivamente, não existe.

Se na cama, com seu macho, as coisas não vão bem, pode apostar: vem traição a cavalo. A merda está feita e qualquer sentimento mais profundo cai por terra, pisoteado, massacrado pela vaca da Desconfiança.

Definitivamente, a monogamia não é para todos. Mas até para viver livre para se relacionar intimamente com quem e quantos você quiser, você tem que ter uma estrutura cabeça-espiritual-emocional boa pra caralho! Se para você, “ficar” é o suficiente, te satisfaz, vá em frente!

Porém, eu, Moa, ainda sou daqueles que apostam em relação a dois e nada mais, por mais complicadas que elas sejam dentro de um universo tão volátil como o universo gay. Afinal, a maioria de nós - gays - temos o dom de complicar ao cubo algo que deveria ser tão simples.

Qual a sua opinião no que se refere a homens que se casaram com mulheres, ou se tornaram sacerdotes, mas exercem em segredo seus desejos homoeróticos?

MOA SIPRIANO: O problema todo está justamente aí: no “segredo”. Não adianta, viver assim jamais vale a pena e tudo que se colhe é dor, solidão, depressão e angústia sem fim.

Conheço pessoalmente uma caralhada de monges e padres e afins – na minha juventude, a vida e o amor por um homem me fizeram viver no seio da Igreja por longos sete anos - que exercem seus desejos, digamos, carnais (sejamos honestos... há muito sentimento puro também) e permanecem num círculo vicioso e tenebroso de prazer e punição por não aceitarem aquilo que, mesmo sem saber, optaram ser nessa existência.

É um conflito interno horrível que costuma deixar marcas profundas para aqueles que não conseguem se libertar da incerteza. O mesmo vale para homens (que não são bissexuais assumidos ao menos para si mesmos) que se casam por obrigação, para esconder o que geralmente é óbvio demais. Tudo por imposição de uma religião ou para honrar os “valores” de uma família, ou uma posição importante numa empresa, entre outros absurdos.

Você pode até querer se enganar, mas não adianta: quando você se descobrir, nada vai conseguir disfarçar aquilo que você tem que viver.

Seu site indica histórias envolvendo elementos sobrenaturais, além de fantasia. O que o levou a incluir o sobrenatural em sua obra?

MOA SIPRIANO: Não encaro como sobrenatural alguns textos que exploram, de certa maneira, a espiritualidade. Todos nós precisamos ter fé em algo. Não conseguimos encarar nossa existência sem apoiarmos nossas crenças em algo superior.

Da mesma forma que combato a hipocrisia - jamais a fé de ninguém - no meio religioso no que se refere ao ataque que sofremos diante dos intolerantes (toda religião, para mim, é hipócrita em sua essência, pois o que se considera “divino” apenas é interpretado segundo a conveniência daqueles que se julgam donos da Palavra e detém o poder perante as massas ignorantes), utilizo muitas vezes de uma linguagem espiritualizada para justamente mostrar a lógica de fatos concretos.

Gosto de contrabalançar a franqueza com a qual exponho a realidade em nosso meio com mensagens elevadas dos meus próprios descobrimentos nos caminhos de uma fé baseada em vivências reais, onde nada é teórico ou imposto por macacos amestrados (é assim que eu vejo quem é fanático religioso ou pau mandado de quem acha que é “um escolhido” de Deus) e sim, vivido em plenitude por mim-eu-mesmo.

Em histórias como Manual prático para um suicídio bem-sucedido, DOIS, Revelações, por exemplo, pincelo os motivos reais que levam uma pessoa a optar por ser gay em uma determinada existência. Exponho detalhes de reencarnação, leis universais de “causa e efeito”, e destruo com facilidade o mito de que o Homem lá de cima odeia os bambees, entre outros temas que dão um nó na cabeça de muita gente pouco esclarecida.

Ainda tenho muitas histórias que envolvem espiritualidade e sexualidade para serem contadas, bem como há ideias de contos voltados para o lado fantástico, nos quais pretendo explorar mitos como fantasmas, vampiros e outros tantos folclores que deliciam as pessoas.

Tudo recheado de homoerotismo, tudo abarrotado de verdadeiros homens que vivem a realidade deliciosa, nua e crua junto de seus machos na intimidade.

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